| A Paróquia originou-se de uma catequese
iniciada em 1933, quando o catecismo era ensinado às crianças no bairro Tibira, à
sombra de um pe de Ingá, em frente a um casarão na Avenida do Tibira, hoje as casas de
números 112 e 130. Desse local, Manoel Jacinto da Silva o transferiu para a sombra de
uma mangueira, ao lado de sua serraria, na atual rua Antonio Canabrava, e ali eram também
celebrada, uma vez por mês, a Santa Missa, por um dos pioneiros redentoristas da
Basílica de São Geialdo, Pe. Renato Van Gessel, ou Pe. Joáo Batista Michelott, que
vinha semanalmente dar catecismo, e subia a avenida, desde a Basilíca até o Tibira,
montado a cavalo, tilintando uma campanhia, para clamar as crianças matriculadas no curso
catequetico.
Só existia a ParóquiaSanto Antônio e, portanto, o Tibira pertencia àquela
paróquia que tinha como vigário Monsenhor Rolim.
Com a persistência de Manoel Jacinto para com as coisas de Deus, foi possível, sua
tenacidade, iniciar, por cercados anos 1938-1939, a construção de uma capela, no
local onde hoje se acha construída a Matriz da Imaculadal Conceiição, com a ajuda de
todos os moradores do bairro, que colaboravam incansavelmente nas barraquinhas que eram
montadas para angariar ajuda financeira e que se tornaram, através dos tempos, ummodo
eficaz de também proporcionar diversão ao povo.
Em 1939, ainda, foi possível ser solenemente conduzida a imagem da Imaculada
Conceição para a nova capela, em procissão, saídada residência de Jose Lucas, na Av.
Tibira,hojea casade número 416.
Coma morte de Monsenhor Rolim, em 1942, tornou-se pároco de Santo Antônio o Monsenhor
João Tavares de Souza, e daí por diante - até 1974 - a comunidade teve diversos
párocos dedicados ao Tibira, assim como os Redentoristas e os diversos diretores do
Colégio Padre Curvelo que passaram por aquele estabelecimento de ensino e que colaboraram
no atendimento à capela.
Manoel Jacinto foi a mola impulsora de tudo. Deve-se também ao seu trabalho profícuo
a doação do terreno pela Câmara Municipal e a construção do salão que até hojeserve
à comunidade.
No paroquiado de Padre Paulo Vicente de Oliveíra (1963 - 1964) e como seu cooperador o
Pe. Édno Gandra, foi lançada a pedra fundamental da nova Igreja e iniciada a
construição com a ajuda de inúmeras pessoas do bairro e toda a comunidade contribuiu de
diversas formas, tendo a construção atingido a sua elevação total quando o Cônego
José de Ávila Garcia assumiu a paróquia de Santo Antônio como seu novo vigário, tendo
ele continuado a construção metálica do telhado e conseqüentemente a sua cobertura de
telhas de alumínio.
Em 1972, com a volta do Padre Jessé Torres Cunha como cooperador da paróquia de Santo
Antônio, ''refugiou-se" no Tibira, e com a continuidade da construção, travou uma
luta constante junto ao Arcebispo Dom Geraldo de Proença Sigaud (a cuja memória nos
reverenciamos), para a criação da paróquia Imaculada Conceição.
Vencidos todos os obstáculos, tivemos o decreto da criação da Paróquia Imaculada
Conceição de Curvelo, datado de 2 de dezembro de 1974, e a provisão do Pe. Jessé, como
seu primeiro vigário, datado de 6 de dezembro de 1974, assinados pelo Arcebispo Dom
Sigaud e pelo Chanceler do Arcebispado de Diamantina Monsenhor José Ferreira.
A instalação da Paróqui se deu no dia 8 de dezembro da 1974, com a posse de Pe.
Jessé como o primeiro pároco.
Até o dia 4 de novembro de 1980, o Pe. Jessé permaneceu na Paróquia, tendo como
substituto canônico o Pe. Geraldo Guabiroba até a posse do Pe.João Gabriel Mota no dia
31 de janeiro de 1981.
Após a saídado Pe. Mota, substituiu o Pe. Tadeu do Rosário Pereira, que otmou posse
no dia 19 de julho de 1996, e foi substituído pelo vigário atual Padre Ricardo
César.*
Agora são 25 anos passados. Quanta recordação nos vem de todos aqueles que
foram nossos benfeitores!
Às vezes nossa memória fica um poucocurta e nos esquecemos dos que fizeram a nossa
história, Mas o reconhecimento está no coração de cada um de nós e também a saudade
nos invade.
Como paroquianos da Imaculada Conceição nos sentimos recompensados e agradecidos a
Deus por tantos anos de graças, amparados pela Mãe Santíssima.
Maria está sempre não apenas em nosso coração, mas também no coração de Minas
Gerais, onde se engue a sua torre como símbolo da Rainha. |