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Representando meu salário trinta dias do meu tempo, da
minha existência, na verdade ele contém uma parcela da minha vida. Assim, o que eu
ofertar desse salário será um pouco de mim mesmo que estarei ofertando. Será
importante, pois, saber o que será feito desse pedaço de mim.
"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a
criatura" (Mc 16,15). Evangelizar é a primeira e principal missão da Igreja.
Ordenados ou não, se somos parte dessa Igreja, membros do corpo místico cuja cabeça é
Cristo, então essa missão é de todos nós, herdada no batismo e individualmente
assumida no crisma.
Mas Jesus torna-nos também responsáveis por nossos irmãos.
"Amai-vos uns aos outros", diz Ele. "Ninguém tem maior amor do que aquele
que dá a vida por seus amigos", completa (Jo 15, 12-13). E ainda nos coloca em xeque
em relação às atitudes que tivermos perante os mais desvalidos, com fome, com sede, com
frio, doentes, aprisionados: "...todas as vezes que fizestes isto a um destes meus
irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (Mt 25, 31-40).
"...A toda a criatura" - quer dizer, uma missão sem
fronteiras, para além dos limites, uma Igreja verdadeiramente missionária. Como Paulo e
os outros apóstolos, e muitos missionários, religiosos e religiosas, todos, como membros
desse corpo, devemos contribuir para que a obra de evangelização prospere e se irradie.
Nosso dízimo, aquele pedacinho de vida de cada um de nós,
ofertado a Deus, vai permitir que Ele se manifeste através da Igreja, pela proclamação
de Sua palavra, pela sagrada Eucaristia, pelos sacramentos, pelo socorro aos carentes,
pelo trabalho missionário.
Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, proverá o sustento
do ministro ordenado, pagará salários de funcionários da paróquia, possibilitará a
compra de material litúrgico, de material de uso das diversas pastorais, cobrirá os
gastos com impostos, taxas e na limpeza, conservação e embelezamento do templo. É a
dimensão religiosa do dízimo.
Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, comprará remédios
para os doentes que procuram a comunidade, cestas básicas para as famílias carentes,
auxiliará em situações de penúria o paroquiano, sustentará cursos profissionalizantes
que permitam aumentar as possibilidades de ganho para os mais humildes. É a dimensão
social.
De tudo que a paróquia recebe, entre dízimo e ofertas, também
daí sai um dízimo: o dízimo paroquial, que, orientado para as dioceses, contribuirá
para seus compromissos, inclusive na manutenção de seminários e na destinação às
missões. É o dízimo missionário.
De tudo isto o dizimista precisa estar sempre informado. É seu
direito. Mas, certamente, saber que contribuiu para que o pão e o vinho chegassem até o
altar no Ofertório, para, em seguida, na Consagração, serem transformados no Corpo e no
Sangue de Jesus, será o bastante para justificar, no sacrifício do Cristo, o seu
próprio sacrifício de oferecer-se no seu dízimo.
Queridos sacerdotes, dêem ao seu paroquiano o privilégio de ser
dizimista. Não lhe neguem a alegria de participar da vida da Igreja e do plano de Deus.
Façam-no saber que o dízimo é a forma mais digna de a Igreja e a comunidade se manterem
e cumprirem suas obrigações. Que outros recursos sejam apenas emergenciais. Que a casa
de Deus não se transforme em cassino e seus sacramentos, mercadoria de comércio.
"Além de ser um desconforto é, ademais, constrangedor ter que receber pelos
sacramentos celebrados" (Pe. Jerônimo Gasques).

O que é dízimo
Quanto ofertar?
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