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| A PEDRA HUMANA |
PARÓQUIA IMACULADA CONCEIÇÃO - CURVELO/MG

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Pedra
Humana |
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| Para se falar da Paróquia Imaculada Conceiçáo, é
necessário que se fale e se conheça quem foi Manoel Jacinto da Silva, o hoinem escolhido
por Deus, para que de seu trabalho surgisse a Paróguia. A vida de Manoel
Jacinto se desenvolveu como a de todos nós, com a vocação para o casamento, e este Ihe
aconteceu consorciando e constitnindo um família. |
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| Montou nma serraria e com o seu trabalho
honesto sustentou a sua prole, dando-lhe o conforto necessáno para a
sobrevivência,educando os fiIhos, para um futuro promissor, dentro de exigências que se
emanavam do rigor com que procurava conduzir-se na vida, numa constante luta pela própria
conversão, tornando-se até intransigente com seus familiares e com todos aqueles que
estavam no seu dia-a-dia, querendo evangelizá-los de forma austera, ainda nos moldes
anteriores ao Concilio Vaticano II. Como católico, a sua
participação, na vida da Igreja tomou-se uma constante. Como sacristão, dedicou-se ao
serviço religioso com uma tenacidade inquietante, desafiando as contingências que se Ihe
apresentavam, a fim de conseguir o objetivo que a sua fé ordenava.
Daí surgiu o homem invencível, surpreendendo a todos com as suas iniciativas.
Muitos na vida tornam-se heróis. O Manoel foi um deles. O seu maior heroísmo, assim
penso, foi vencer as críticas contundentes que lhe eram forjadas, não somente por
leigos, mas também por alguns padres e religiosos que se julgavam atingidos pela sua
maneira intransigente de agir, querendo resolver as coisas da Igreja.
Foi um líder católico, dedicado ao ramo da caridade, ao movimento vicentino,
intervindo em outras associações religiosas, com a sua personalidade exclusiva, difícil
de se curvar perante as opiniões e as resoluções de outrem.
Num rápido perfil de sua pessoa, não seria possível descrever a seqüência
de fatos que emolduraram a sua existência, nos frutuosos trabalhos para o bem comum.
A "batina" marcou a sua vida, positivando o seu ideal cristão,
definindo o jaez de seu carisma, fazendo-o sobrepor ao respeito humano, o grande empecilho
para que se cresça na fé e na caridade, sustentáculos de uma vida cristã autêntica.
Convidado, certa vez, pelo Arcebispo de Diamantina, Dom Geraldo de Proença Sigaud, para
ajudá-lo na portaria do Palácio Episcopal, concedeu-lhe este o direito de usar uma
batina preta, igual a dos padres da arquidiocese. Essa concessão, dignificou-a até a
morte. Mesmo depois de afastado das funções palacianas, usou batína que lhe serviu até
de mortalha. |
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| Para completar a figura marcante do
saudoso e inesquecível Manoel JacInto, basta citar um acontecimento que enobrece a sua
memória, no sentido da candade, que muitos modernistas querem apelidar de
"filantropia". Poucos meses antes de sua morte, o seu
desprendimento erã tão grande para com as coisas materiais, que usava um sapato bem
"surrado", cujo solado já estava esburacado, ficando à mosrra quando se
ajoelhava na Igreja. Embora já possuísse um novo par de sapatos, presente de sua filha,
nada o fazia usá-lo.
"Alguém" o teria visto naquele estado e, talvez, não conhecendo a
realidade, resolveu mandar-lhe de presente um par de sapatos, cuja entrega foi feita por
um portador, proibido de revelar o nome do ofertante.
Sou eu quem dá testemunho desse fato, pois foi a mim que o "seu"
Manoel procurou para vender o calçado, a fim de reverter o dinheiro em benefício de um
pobre necessitado.
Nessa figura humana, privilegiada por Deus, alicerçou-se a Paróquia, história
à parte, que deverá desdobrar-se em muitos capítulos. |
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Edson Gandra |
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